Temperaturas extremas mataram mais de 142 mil pessoas no Brasil, entre 1997 e 2018

Segundo o estudo divulgado na revista Environmental Epidemiology, o frio e o calor causaram, respectivamente, 113.582 e 29.170 mortes no período avaliado. Vale destacar que a pesquisa considerou dados de 18 cidades brasileiras onde, somadas, vivem mais de 30 milhões de pessoas

O frio e o calor extremo mataram mais de 142 mil pessoas e cidades brasileiras entre 1997 e 2018. Os dados foram divulgados na revista Environmental Epidemiology, em dezembro de 2024. Para chegar a essas informações, os pesquisadores consideraram 18 cidades brasileiras, onde vivem mais de 30 milhões de pessoas, sendo 12 delas capitais. 

Com a participação de dois brasileiros, a meteorologista e médica, Micheline Coelho, e o patologista Paulo Saldiva, o estudo foi conduzido por uma rede internacional que contou também com pesquisadores de outros nove países. A ideia do projeto é estimar o impacto dos climas extremos na saúde e economia em 13 nações latino-americanas.

Somando todas as cidades dos 14 países avaliados, as temperaturas extremas causaram mais de 467 mil mortes. Esse número representa 4,69% das mortes por todas as causas somadas. O frio vitimou mais pessoas do que o calor. Das 467 mil fatalidades, mais de 408 mil foram causadas pelas baixas temperaturas, contra as 59 mil derivadas do clima quente. Vale destacar que cada nação teve um período de avaliação diferente.

Entre os países, o Brasil contribuiu com o maior número de cidades estudadas e possuiu a série histórica mais longa avaliada. Em solo brasileiro, foram mais de 142 mil óbitos creditados aos climas extremos. 

Seguindo a tendência de toda América Latina, o país também contou com mais mortes causadas pelo frio, com cerca de 113 mil fatalidades. Já o calor foi responsável por cerca de 29 mil óbitos entre 1997 e 2018.

A partir desses números expressivos e preocupantes, é válido destacar o papel dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, contra as temperaturas extremas. No ODS 13 (Ação Climática), a agenda visa adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos no planeta.

Por: Redação Observatório 3º Setor

Fonte: observatorio3setor.org.br

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